Cenário Semanal - Agenda variada aqui e no exterior aguarda mercados
Josué Leonel, jornalista
São Paulo, 9 - Depois da decisão do Fed e do payroll, os mercados entram na segunda semana de novembro sem um fato capaz de catalisar todas as atenções. Ainda assim, uma gama variada de indicadores pode influenciar os negócios. Nos EUA, a agenda é mais leve, mas abre espaço ao balanço do Wall-Mart e ao índice de sentimento do consumidor, além dos resultados dos déficits fiscal e comercial. Na Europa, os principais países da zona do euro divulgam os resultados do PIB do terceiro trimestre, enquanto na China estão previstos dados de peso, como a produção industrial de outubro. No Brasil, entre os diversos indicadores previstos destacam-se o IPCA e as vendas no varejo, enquanto o câmbio segue em foco diante da hipótese de serem adotadas novas medidas para balizar o fluxo. Balanços de diversas empresas brasileiras, como a Petrobras, ainda podem mover os negócios.
A agenda de indicadores nos EUA está mais calma, mas trará novos números dos dois maiores desequilíbrios da economia do país: o déficit orçamentário do governo federal, na quinta-feira (previsão de -US$ 150 bi), e o déficit comercial, na sexta. A recessão tem aumentado o primeiro e reduzido o segundo. No ano fiscal 2009, encerrado em setembro, o governo federal registrou um déficit orçamentário recorde de US$ 1,4 trilhão. No comércio de bens e serviços, a queda na demanda doméstica vem reduzindo as importações, o que tem contribuído para reduzir o déficit na balança, segundo aponta a jornalista Suzi Katzumata. O auxílio-desemprego, também quinta, e o sentimento do consumidor da Universidade Michigan, na sexta (estimativa de alta para 71,5 em nov.), também devem ser monitorados.
Entre os eventos programados para a semana nos EUA estão ainda os balanços trimestrais do Wal-Mart e da Walt Disney, ambos na quinta-feira. Quanto à maior varejista do mundo, expectativa é de um leve crescimento no lucro em relação a igual período do ano passado. Outra empresa do setor varejista, a Macy`s apresentará seu balanço na quarta-feira, a Kohl`s e a Nordstrom na quinta-feira e a J.C. Penney na sexta-feira. Para a Wall Disney, o resultado deve ser levemente inferior ao registrado em igual período do ano passado.
O presidente dos EUA, Barack Obama, vitorioso na aprovação da reforma que ampliará a cobertura de saúde dos americanos pela Câmara dos Representantes neste fim de semana, viajará para Tóquio na quinta-feira para discutir assuntos como a guerra no Afeganistão e a base mili tar norte-americana em Okinawa. Antes da chegada de Obama, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, vai se reunir com o ministro de Finanças. Na quarta-feira, órgãos do governo americano não funcionarão em observação ao feriado do Dia do Veterano. As bolsas funcionarão, mas os mercados de bônus não abrem.
Se nos EUA a agenda é mais branda, na Europa sairão números importantes, como os resultados do PIB no terceiro trimestre das principais economias do continente. No caso da zona do euro, analistas acreditam que o dado apontará o primeiro crescimento trimestral desde o primeiro trimestre de 2008. As duas maiores potências da eurozona, Alemanha e França, que se sobressaíram ao deixar a recessão ainda no segundo trimestre, divulgam seus dados do terceiro trimestre na sexta. Nestes dois países, também são esperados números de produção industrial, enquanto no Reino Unido - uma das economias que mais estão demorando a superar a crise - o destaque da semana é o relatório de inflação.
A China volta a ser o ponto alto da agenda econômica na Ásia com a divulgação de vários indicadores relevantes, concentrados sobretudo na madrugada de quarta-feira, quando serão conhecidos os índices de produção industrial, preços ao produtor e ao consumidor, vendas no varejo, balança comercial e investimento em ativos fixos, todos de outubro. A produção industrial vem de uma alta forte de 13,9% em setembro e tem sido o carro-chefe da retomada chinesa, amparada pelos estímulos governamentais. A Moody`s, segundo a Bloomberg, melhorou a perspectiva do rating chinês A1 de estável para positivo. Indicadores importantes também são esperados no Japão, como o ...
Por Josué Leonel Postado em 09/11/2009
A Semana - 02 a 06 de Novembro em análise
A ultima semana do mês de outubro terminou com humor dos investidores no chão por conta da queda dos gastos do consumo americano o que era um prenuncio que os mercados teriam pela frente mais uma semana ruim.
O mercado já algumas semanas denotava de forma inequívoca a sua propensão a realização de lucro e o que elevou a volatilidade e a primeira semana de novembro seria mais uma que, cuja agenda, prometia a continuidade do processo de realização e muita volatilidade.
Os principais eventos e indicadores da semana o relatório do FOMC, Comitê de Política Monetária do FED, as decisões de política monetária do Banco Central da Inglaterra e da Zona, BOE, do Euro, BCE, e os relatórios de empregos da economia americana, que já na semana vinha tomando a atenção dos players, prometiam muita emoção para os investidores.
No entanto, o fato do relatório do Fomc e das decisões dos comitês de política monetária do BOE e do BCE não terem surpreendido as expectativas dos participantes do mercado, levou os investidores a absorverem até mesmo às notícias negativas da semana.
Na semana também colaborou para melhorar o humor dos investidores a divulgação de bons indicadores macroeconômicos, uma vez que confirmam que a economia global, embora ainda de forma muito lenta, segue em recuperação o que anima as apostas na recuperação, embora alguns economistas estejam chamando a atenção para possibilidade de uma recaída como é o caso de Nouriel Roubini, da Universidade de Nova York.
Roubini foi o economista que previu com grande antecedência o "crash" na economia e a quebra de um grande banco americano que acabaram se concretizando em 2008.
Na visão de Roubini os mercados estão enfrentando um crescente risco centrado na remoção das políticas monetárias de acomodação nos EUA e ao redor do mundo.
Uma retirada muito rápida dos estímulos gera o risco de uma recessão de duplo mergulho, "como vimos no Japão ou nos EUA em 1937", disse Roubini. "Se levar muito tempo (para retirá-los), gera o risco de criar um desastre fiscal e elevar a inflação".
Na visão do economista as grandes economias caminham para o dilema "se ficar o bicho come se correr o bicho pega".
O dilema a cada dia que passa vai ficando mais próximo de se tornar realidade e cabe aos bancos centrais medirem os seus passos de sorte a que possam evitar a fatídica encruzilhada para as grandes economias.
No âmbito doméstico os bons ventos que sopraram na semana nos mercados globais se juntaram aos da economia brasileira e impulsionaram o balão do mercado doméstico para um pouco mais longe e ajudaram a desatar o nó do consenso do mercado de que a economia domestica não consegue crescer acima de 5% ao ano sem que venha gerar inflação de demanda.
Para que isso ocorresse foi preciso que os indicadores da semana trouxessem novas perspectivas para o crescimento vis-à-vis a inflação, uma vez que os dados da produção industrial mostrou que o crescimento, além de estar comportado foi impulsionada basicamente pela produção de bens de capital o que reduz a expectativa de inflação futura ocasionada pelo aquecimento da demanda interna frente ao nível da capacidade instalada.
O declínio do uso da capacidade instalada da indústria brasileira, que foi apurado pela CNI em setembro, os números da indústria divulgados pelo IBGE e o IPC-S de outubro, que registrou forte desaceleração ante setembro, ao passar de +0,18% para +0,01%, a menor variação desde a quarta semana de setembro de 2008, deixaram a impressão de que não há porque acreditar em pressão sobre a Selic nos próximos meses, o que trouxe de volta o bom humor dos investidores.
Assim, depois do freio de arrumação da semana anterior os investidores voltaram a pisar no acelerador com os números positivos sobre a economia global e brasileira.
Com os bons ventos sobrepujando o vento sujo e com o sol brilhando no horizonte os investidores na primeira semana de novembro ficaram bastante otimistas propiciando ao Dow Jones registrar uma alta de 3,2% no período.
Em Nova York, refletindo o relatório do Fomc os juros longos projetados pelos T-bonds de 30 anos e de 10 anos registraram alta na semana enquanto as taxas de curto recuaram. Os T-bonds de 30 anos encerraram a semana em alta fechando em 4,398%, contra 4,234%, da sexta-feira anterior, os juros das T-notes de 10 anos em 3,502% contra 3,394% e os juros das T-notes de 2 anos em 0,848%, contra 0,897%.
Os bons ventos da semana impulsionaram a BOVESPA que fechou a primeira semana com alta de 4,75%, ao fechar em 64.466 pontos contra 61.545 pontos da semana anterior. No ano acumula alta de 63,90%.
O mercado de câmbio voltou a registrar depreciação da moeda norte-americana frente ao real, a despeito do avanço da moeda ante o euro e o iene. O dólar fechou a semana sendo cotado abaixo de R$ 1,72, com perda acumulada de 2,11% na semana.
No mercado de juros futuros a semana foi de alívio, com as taxas registrando recuo em relação a semana anterior, mas mesmo assim continuam bem acima do feixe da curva.
O Jan/10 fechou a 8,64% contra 8,65% da sexta-feira anterior, o Jan/11 fechou a 10,13% contra 10,34% , o Jan/12 fechou a 11,50%, contra 11,64%, o jan/13 em 12,16%, contra 12,31%, o Jan 14 em 12,48%, contra 12,64%, o jan/15 a 12,69%, contra 12,82% e jan/16, a 12,82%, contra 12,95%, da semana anterior.
O DIA-A-DIA DA SEMANA
A segunda-feira, 02/11, deu o sinal de como seria a semana, as bolsas internacionais deram os primeiros sinais positivos, com Wall Street fechando em alta. Os indicadores de vendas pendentes de residências nos EUA e o crescimento da indústria norte-americana reforçaram a expectativa de retomada da atividade econômica diferentemente expantou o zumbi da sexta-feira e nem mesmo o anuncio da concordata do CIT Group, anunciada ...
Por Osvaldo Moraes Postado em 09/11/2009
Agenda do dia 05/11/2009 - Quinta-feira
Agenda do dia 05/11/2009 - Quinta-feira
Dados/EUA, decisão do BoE e BCE e CNI são destaques
A agenda internacional segue forte. Os destaques hoje são a decisão do BC da Inglaterra e do BCE sobre política monetária e, nos EUA, a divulgação dos dados de produtividade da mão de obra e os pedidos semanais de auxílio-desemprego. Também nos EUA saem os dados de vendas das grandes redes de varejo. Aqui, a CNI apresenta os indicadores industriais de setembro e saem os balanços da Gerdau, Gafisa e Lojas Americanas entre outros. Confira os principais eventos desta quinta-feira, 5 de novembro:
CNI DIVULGA INDICADORES INDUSTRIAIS DE SETEMBRO ÀS 11H - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga, às 11h, os Indicadores Industriais referentes ao mês de setembro. A pesquisa traz dados relativos ao faturamento da indústria, horas trabalhadas na produção, pessoal empregado e remuneração paga na indústria brasileira, além do nível de utilização da capacidade instalada no setor. Às 11h20, o gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, comenta os números, em Brasília.
EUROPA: BC INGLÊS ANUNCIA DECISÃO SOBRE JUROS ÀS 10H; BCE ÀS 10H45 - Termina hoje o encontro de dois dias do Banco da Inglaterra (BoE), que anuncia em seguida sua decisão de política monetária. O anúncio está previsto para as 10h (de Brasília). Antes, às 9 horas, o Banco Nacional Checo (banco central checo) se reúne e anuncia sua decisão de política monetária. Às 10h45, o Banco Central Europeu (BCE) deve anunciar sua decisão sobre juro. Às 11h30, seu presidente, Jean-Claude Trichet, comentará a política.
EUA: DADOS DE PRODUTIVIDADE E PEDIDOS DE AUXÍLIO-DESEMPREGO ÀS 11H30 - O Departamento do Trabalho divulga às 11h30 o índice de produtividade da mão de obra do terceiro trimestre. Economistas esperam +7%. Para o custo unitário da mão de obra, a previsão é -4,5%. No mesmo horário saem os pedidos de auxílio-desemprego na semana até 31 de Outubro. Economistas calculam -5 mil (525 mil).
EUA: REDES DE VAREJO DIVULGAM DADOS DE VENDAS - As grandes redes varejistas dos EUA divulgarão hoje os dados sobre vendas ...
Por Osvaldo Moraes Postado em 05/11/2009
Análise: Índice Bovespa (IBOV), com gráfico
O IBOV interrompeu o movimento de correção técnica e o oscilador de movimento trabalha com divergência de baixa.
Observe que as linhas do estocástico lento estão apontadas para baixo, porém, o preço sobe. Esse comportamento tem conseqüências baixistas.
O suporte esta em 58.633 pontos e resistência em 62.017 pontos.
Companhia Siderúrgica Nacional ON (CSNA3) A CSNA3 trabalha no repique de baixa com objetivo de testar o limite rompido em R$ 51,60. O indicador técnico aponta superioridade da força ...
Por Silas Pacheco Postado em 29/09/2009
Destque para reniäo do FOMC
Nesta quarta-feira, a pauta dos EUA está em destaque devido à reunião do Fomc, onde irá deliberar sobre a taxa básica de juros. As expectativas são de manutenção da atual banda de 0% a 0,25%. Também será divulgado o nível de estoque de petróleo bruto e derivados na semana até 18/setembro pelo Departamento de Energia americano.
Já na pauta doméstica, a FGV divulgou o IPC-S da terceira quadrissemana de setembro, que apresentou alta de 0,33%, abaixo da variação de 0,51% na última divulgação. Apenas dois dos sete grupos pesquisados registraram desaceleração de preços, com destaque para o grupo Alimentação (de 1,43% para 0,64%), seguido pelo grupo ...
Por Bolsa de Valores PE Postado em 23/09/2009
Agenda do investidor para esta quarta-feira
Esta quarta-feira (23/09) poderá ser um dia agitado aos investidores, pois muitos poderão estar ainda assimilando o terceiro Grau de Investimento recebido pelo Brasil. Fora isto, muita atenção à decisão do FOMC (Federal Open Market Committee) no segundo dia de reunião sobre a nova política monetária dos Estados Unidos.
O que Meirelles e Mantega acharam deste novo Investment Grade Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, comemorou com euf ...
Por ADVFN Postado em 23/09/2009
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