Quem tem medo de outra bolha?
A bolsa está cara depois da alta de 2009, e há quem tema especulação. Mas haverá crescimento sem inflação, e analistas veem espaço para mais valorização
Seus amigos mais ousados desprezaram a meteorologia, foram à praia e agora exibem belos bronzeados. Você, mais conservador, preferiu ficar em casa, e hoje está pálido e frustrado. Agora, neste início de ano, o céu anda mais carregado. Os pessimistas dizem que vem aí a mãe de todas as tempestades. Mas meteorologistas sérios garantem que não vai chover. Será que desta vez você encara o medo, faz as malas e parte para o litoral? Esta é a situação do investidor que passou ao largo do mercado de ações em 2009, e viu o Ibovespa acumular uma extraordinária alta de quase 85% até meados de dezembro, deixando os demais investimentos comendo poeira. Foi um ano inesperadamente bom para aplicar em ações, e as condições estão mantidas para que a valorização continue em 2010. Mas o mundo financeiro vive sob a ansiedade da catástrofe iminente desde que Nouriel Roubini, uma espécie de Nostradamus pós-moderno da economia global, anunciou que há uma nova bolha, agora nos mercados emergentes, passados meros dois anos desde o estouro da imobiliária. É hora de arriscar? Depois de tanta valorização em 2009, há espaço para mais neste ano?
De fato, a bolsa está cara depois do excelente desempenho do ano passado. Dentre os papéis do Ibovespa, a relação média entre o preço de uma ação e o lucro da empresa correspondente (o chamado múltiplo) fechou o ano na casa de 17,3 vezes. Nos últimos dez anos, o número médio era 10,6 vezes. Mas a experiência mostra que os múltiplos costumam mesmo se expandir em momentos de crescimento econômico forte. Considerando a relação preço/lucro e a expectativa de aumento dos ganhos das empresas ao longo do ano, os gestores da HSBC Global Asset Management fixaram em 80 mil pontos o alvo para o Ibovespa no fechamento de 2010. Se estiverem certos, o principal índice da bolsa paulista deve ter ganho de quase 20% sobre o patamar do início de dezembro. Nada tão apetitoso como os 85% de 2009. Mas, ainda assim, uma perspectiva de lucro que não dá para desprezar.
Veteranos do mercado financeiro não se impressionam com as desventuras em série previstas por Roubini, não por acaso apelidado pelo New York Times de Doutor Maldição. “Os fundamentos parecem justificar o otimismo que estamos vendo”, afirma Candido Bracher, presidente do Banco Itaú BBA. O mercado espera recuperação da economia global em 2010, com crescimento baixo nos países desenvolvidos (menos de 3% nos Estados Unidos; menos de 1% na Europa) e alto nos emergentes (China e Índia, somadas, devem chegar perto dos 9%). No Brasil, o consumo permanecerá aquecido, com cenário favorável para os próximos trimestres, tanto do ponto de vista da expansão do crédito como da redução da taxa de desemprego. É o suficiente para sugerir um quadro de forte crescimento para 2010. As previsões de bancos e consultorias para a expansão do PIB neste ano concentram-se na faixa entre 5% e 6%. Retorno ajustado ao risco da BOVESPA é o melhor do mundo
SUPERAQUECIDA
A boa notícia é que este crescimento quase asiático deve vir ...
Por Alexandre Teixeira e Roseli Lopes Postado em 09/02/2010
Curso de Bolsa de Valores dias 6 e 7 de Fevereiro

O curso de Análise Gráfica é para iniciantes e apresenta aos participantes o funcionamento do mercado acionário, diversos indicadores e a hora certa de entrar e sair nos seus investimentos, visando prepará-lo para começar a atuar com segurança como investidor.
A Análise Gráfica foca a compreensão dos mercados através dos gráficos de movimentação de preço, ...
Por Bolsa de Valores PE Postado em 31/01/2010
10 Notícias econômicas em destaque
1. São Paulo ( Folha Online) - O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) no município de São Paulo registrou alta de 1,16% na terceira quadrissemana de janeiro --30 dias até 23/01. Trata-se do maior índice desde o segunda prévia de junho de 2008, quando a alta foi de 1,26%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). O grupo Transportes registrou alta de 3,52%, contra 2,32% na divulgação da semana passada. Foi a maior alta desde a primeira leitura de janeiro de 2007 (3,81%). Na categoria Educação, por sua vez, os preços subiram 3,48%, contra 2,07% na segunda prévia de janeiro. Na terceira leitura de janeiro de 2009 o índice da categoria apontou alta de 4,54%.
2. Brasilia ( Folha Online) - As contas do chamado governo central --Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central-- encerraram 2009 com superavit de R$ 39,21 bilhões. No ano anterior, o resultado havia sido superavitário em R$ 71,43 bilhões. A economia no ano corresponde a 1,25% do PIB (Produto Interno Bruto) a meta para o governo central era de 1,4%. No ano passado, porém, o governo estipulou que poderia ser abatido da conta os recursos investidos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e do PPI (Projeto Piloto de Investimentos). Com isso, o Tesouro abateu R$ 400 milhões de recursos utilizados nos dois programas para complementar a meta de superavit primário.
3. Brasilia (Folha Online) - A entrada de dólares no Brasil superou a saída até a última sexta-feira (22) e o fluxo cambial está positivo em janeiro em US$ 10 milhões, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central. Até o dia 18, o valor era positivo em US$ 816 milhões, mas houve grande saída de recursos na quarta-feira e quinta-feira da semana passada. Em todo o mês de dezembro, o saldo foi positivo em US$ 1,98 bilhão.
4. São Paulo ( Folha Online) - A atividade econômica registrou, em novembro, variação negativa de 0,2%, seguindo o recuo de 0,1% verificado no mês de outubro, segundo pesquisa de perspectiva da Serasa. Com a queda de novembro, o indicador atingiu o nível de 100,2 (o valor do indicador ...
Por Osvaldo Luiz Postado em 27/01/2010
Agenda do investidor para esta quarta-feira
Hoje a agenda começa com a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor da FIPE, referente a janeiro. O Banco Central finaliza a segunda reunião que definirá a taxa de juros básica da economia. Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio divulga o número das Vendas de Imóveis Novos. O Departamento de Energia divulga o Estoque semanal de Petróleo. O FED (banco central norte-americano) convoca a segunda reunião que definirá a taxa básica de juros da economia norte-americana.
Gestores internacionais felizes com a queda da bolsa brasileira Desde o início do ano o investidor brasileiro tem acompanhado a cotação do dólar subir ininterruptamente e o índice Ibovespa despencar. Duas situações não muito agradáve ...
Por Bolsa de Valores PE Postado em 27/01/2010
Fator vê potencial de alta de 24,6% para ação do PanAmericano
SÃO PAULO - A Fator Corretora atualizou sua projeção para o Banco PanAmericano e passou a dar recomendação " atraente " ao papel, com preço alvo de R$ 14,20 para dezembro de 2010. Isso representa um potencial de alta de 24,6% sobre o preço de fechamento de sexta-feira de R$ 11,40.
De acordo com a corretora, as principais mudanças nas projeções resultaram da venda parcial da participação acionária do Grupo Silvio Santos (GSS) para a Caixapar, subsidiária da Caixa Econômica Federal (CEF), que passou a deter 35,5% do capital total da instituição.
Na opini ...
Por Enio Caldas Postado em 21/01/2010
Eletrobrás pode ter reforço de R$ 14 bi
A Eletrobrás vai receber um reforço financeiro para sanear as contas, resolver o pagamento de dividendos atrasados há mais de 30 anos e ampliar os investimentos no setor elétrico. Segundo fontes ouvidas pelo Grupo Estado, a capitalização em estudo pode chegar a R$ 14 bilhões. O montante será mais que suficiente para que a estatal quite com seus acionistas os R$ 10 bilhões em dividendos retidos nas décadas de 1970 e 1980. Oficialmente, o governo confirma apenas as negociações para a quitação desses débitos. "Está em andamento um processo para que a Eletrobrás ajuste as finanças e pague os dividendos", disse Nelson Machado, secretário executivo do Ministério da Fazenda.
O desenho financeiro da operação de ...
Por Enio Caldas Postado em 20/01/2010
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